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17/06/2012

A ternura toca até o mais pesado coração


Caro visitante virtual,
Esta semana é a semana da esperança e da ternura. É a semana da paz e da liberdade. É a semana da vitória de uma grande mulher e do seu povo oprimido. A mulher é AUNG SUU KYI, conhecida como a "Dama de Rangun".
Aung Suu Kyi, atualmente com sessenta e seis anos, viveu e estudou na Índia, na Inglaterra e nos Estados Unidos. Recebeu este sábado, dia 17 de novembro, o Prémio Nobel da Paz que a Academia Sueca lhe havia atribuído em 1991, mas que não pode receber por razões políticas, tendo ficado retida no seu próprio país: a Birmânia (atual Mianmar). O honroso prémio foi então recebido pelo seu marido e pelos dois filhos, enquanto a laureada seguia a cerimónia pela rádio.
Foi também agraciada com o Prémio Rafto dos Direitos Humanos (em 1990) e com o Prémio Sakharov dos Direitos Humanos, que lhe foi atribuído pelo Parlamento Europeu, em 1991.
Esta mulher de uma bravura inquestionável, nunca deixou de lutar pelos direitos humanos e pela liberdade do seu povo, apesar de ter vivido as últimas duas décadas da sua vida privada de liberdade. Estudou, publicou, fez voluntariado em hospitais, fez greve de fome pela melhoria das condições dos jovens soldados detidos, venceu eleições que a teriam conduzido legitimamente a que fosse a Primeira-Ministra da Birmânia, apesar de ter sido impedida de se candidatar, mas foi detida antes de poder assumir o cargo.
Nada deteve a luta de Suu Kyi pela liberdade e construção da democracia no seu país, nem o facto de o seu próprio pai ter sido assassinado por lutar pelas mesmas causas.
O poder desta mulher residiu sempre na sua coragem, na sua genuinidade e na sua palavra. Assim, cativou o seu povo e a comunidade internacional,e pode finalmente vir a Oslo receber o Prémio Nobel da Paz que tão justamente lhe havia sido atribuído há 21 anos.
Do seu discurso de aceitação deste prémio ressalto a força da ternura que, como se vê na mensagem abaixo, Suu Kyi não apenas invoca, como pratica.



Seleccionei estas frases do  discurso de Aung Suu Kyi de aceitação do Prémio Nobel da Paz, ontem proferidas diretamente da Noruega para todo o mundo e que considero de uma força de esperança e renovação do mundo magistral:

"Toda a ternura que recebi, pequena ou grande, me convenceu que nunca a ternura será demais no mundo. Ser terno, carinhoso ou gentil é responder com sensibilidade e calor humano às necessidades e esperanças dos outros. Até o mais breve toque de ternura pode iluminar um coração pesado".

Caro visitante virtual, deixo-o com o calor e a luz da ternura de Aung Suu Kyi que toca o mundo e cada homem e mulher que escutam a sua forte mensagem de Paz.

Votos de uma boa semana e um abraço virtual,

C.C.