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08/02/2017

A esperança que resulta de um abraço que salvou duas vidas


Caros visitantes virtuais,
 
Escrevo-vos hoje sobre uma maravilha da natureza que constitui uma enorme fonte de alegria e esperança: estes dois bebés gémeos que convivendo no útero materno durante uma gravidez difícil que colocou em risco as respetivas vidas resultou em que ambos se salvassem por se terem abraçado um ao outro.
É uma comovente história que me tocou muito e me fez pensar no quanto o amor e a solidariedade humana nos salva, mas também que são acontecimentos destes que nos ajudam a esquecer as más notícias que temos nas vidas individuais e do que ocorre no mundo que nos entristece e preocupa como as guerras, a violência, o terrorismo e as catástrofes naturais ou causadas pelo homem.
Quando criei este blogue em 2011 foi porque achei que fazia falta escrever sobre esperança e que quanto mais pessoas o fizerem, tanto melhor, para gerar energias positivas de que todos sempre e tanto necessitamos. Eu sou apenas mais uma delas, mas cada pessoa que escreve é única porque o faz na sua própria perspetiva, neste blogue "Sopros de Esperança", de que sou autora, escrevo a esperança que vou vendo nas muitas coisas que acontecem nas nossas vidas e no mundo e faço-o na minha perspetiva. Eu própria fui surpreendida por haver tanto sobre o que escrever, felizmente.
Quando criei o blogue achei que iria ter existência curta, que rapidamente não teria assuntos sobre os quais falar sobre esperança, que o tema rapidamente se esgotaria pois eu não queria cair em lugares-comuns nem em repetições, para feliz surpresa minha, aconteceu exatamente o contrário, descobri muito sobre o que escrever e muitas vezes não escrevo não por falta de temas de esperança e acontecimentos de esperança, mas porque o meu tempo disponível não o permitem.
Foi também outro factor de surpresa e encorajamento para continuar a escrever neste blogue, quando posso, o facto de o número de leitores me surpreender largamente ultrapassando as minhas espectativas, o que significa que muita gente precisa e gosta de ler sobre esperança. À data de hoje quase 35.000 pessoas em todo o mundo leem este blogue porque o tema lhes interessa e lhes diz algo e eu fico muito feliz com isso. Obrigada a todos vós leitores deste blogue pelas vossas visitas aos meus posts.
Quando ao assunto deste post e aos gémeos, Rowan e Blake, que se salvaram por se terem abraçado no útero materno durante a respetiva gestação, terão ouvido falar disso na comunicação social. Nasceram em Inglaterra e a mãe deles, Hayley Lampshire de 27 anos ficou destroçada quando na vigilância da sua gravidez foi informada que os filhos sofriam de uma condição rara que reduzia seriamente as suas hipóteses de sobrevivência se se mexessem. Ora todos nós sabemos que os bebés durante a sua gestação, se mexem muito e que isso, numa gravidez normal e em condições normais é até sinal de saúde e vitalidade dos bebés.
E quem já foi mãe, como foi o meu feliz caso, mãe de dois rapazes que são a fonte de felicidade da minha vida, sentiu os movimentos deles, enérgicos, e comunicou com eles com carícias no ventre em momentos mágicos que nunca mais se esquecem e nos enternece a sua lembrança para o resto da vida. E os que foram pais sabem-no também pelas suas carícias no ventre da mãe dos seus filhos lhes permitirem não apenas senti-los como comunicar com eles, o que acredito para os próprios pais é mágico e inesquecível.
O risco de vida que corriam os gémeos Rowan e Blake devia-se ao facto de ambos partilhares o saco amniótico e a placenta da mãe e, à medida que ia avançando a gravidez, reduziam-se cada vez mais as probabilidades de os dois meninos sobreviverem. Esta situação terrível, em termos técnicos chama-se uma gravidez monocoriónica e monoamniótica, que os condenava cada vez mais  à não sobrevivência à medida que a gravidez ia avançando. O problema de os bebés se mexerem partilhando no mesmo útero o saco amniótico e a placenta, era que poderiam vir a ficar com os respetivos cordões umbilicais entrelaçados e, assim, os seus movimentos cortariam o acesso a oxinénio e comida, o que seria fatal para um ou ambos.
No entanto, o momento mágico aconteceu, os bebés abraçaram-se um ao outro no ventre que partilhavam, parecendo mesmo estar a mão na ecografia que revelou esta maravilha da natureza, e permaneceram quietos, o que é extremamente difícil para bebés ou crianças, como todos sabemos, cuja tendência natural é moverem-se e com muita energia.
A ecografia tranquilizou mais a mãe que foi informada de que esta situação trazia a esperança de os seus filhos poderem sobreviver, ultrapassando assim a difícil condição física e biológica desta gestação.
A mãe, Hayley Lampshire, decidiu a conselho médico fazer uma cesariana às 34 semanas de gestação, para evitar correr mais riscos e os gémeos Rowan e Blake vieram a nascer no passado dia 25 de agosto, cada um deles com pouco mais de 2 Kilos e foram levados para a unidade de cuidados médicos especiais, quando nasceram tinham líquido nos pulmões e dificuldades em respirar sozinhos, mas após ajuda médica dedicada após três semanas de internamento puderam deixar o hospital.
Rowan e Blake têm presentemente quase meio ano de vida e a feliz mãe, aliviada de toda a angústia de uma gravidez em constante risco de perder um ou os dois filhos diz que ela e o pai quando eles forem crescidos lhes contarão o quão especial é a ligação entre eles, cujo abraço lhes salvou a vida.
Esta maravilhosa história, felizmente real, é não apenas belíssima e comovente, como uma grande fonte de esperança que para mim nos inspira a acreditar que, mesmo em situações muito difíceis, se tivermos coragem para lutar e fazer tudo para ultrapassar os problemas, por mais graves que sejam, poderemos vir a conhecer momentos de felicidade únicos. Foi o caso da jovem mãe de 27 anos, cujo amor pelos seus filhos e força interior contribuiu para ajudar a salvá-los prosseguindo com esta gravidez duríssima e com apenas 50% de probabilidades de sobrevivência para um ou os dois dos seus filhos.
Que este feliz e inspirador episódio de vida nos transmita a todos nós, a mim e a cada um de vós, caros leitores virtuais, a coragem e a força, bem como a esperança para acreditar que vale a pena lutar para ultrapassar os obstáculos que vamos encontrando todos ao longo das nossas vidas, por mais difíceis que sejam e mesmo que à partida tudo indique que têm poucas probabilidades de ser vencidos.
 
Um abraço virtual a todas e a todos os que leram este post e obrigada por terem voltado uma vez mais a este nosso blogue "Sopros de Esperança" que dada a dimensão que alcançou em termos de leitores, deixou de ser o meu blogue para passar a ser o nosso blogue, eu como autora e vós como leitores, também nós abraçados neste projeto comum sem cujo abraço este projeto há muito teria sido abandonado.
 
C. C.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 


27/12/2016

From Lisbon of the seven hills a warm hope hugg to my visitors of Blows of Hope





Caro visitante virtual,
Dear internet visitor,

Abro este post de 2016, em despedida do ano, com a melhor frase sobre esperança que li nos últimos anos, a de um grande amigo e poeta, Joaquim Silva Pereira, e que dedico aos quase 26.000 visitantes deste ponto de encontro virtual baseado na esperança e onde se partilha sobre esperança:

"Se a esperança não existisse, já teria sido inventada há muitos milénios!!!"

E porque um pouco por todo o mundo, para espanto meu, me seguem e lêem traduzida nos monitores de tradução automática, hoje escrevo diretamente umas breves linhas em outras línguas que melhor cheguem a ter eles tal como as expresso:

hello dear Russian readers, for you, that have red me by 2016, 1172 times, I share in Russian, English and French the hope words of a  portuguese friend and poethe published this year for the first time and thank you for reading my blogue: Надежда пуфы :

Если надежда не существует, то он был бы изобретен в течение многих тысячелетий !!!
If hope didn't exist already it would be invented milleniuns ago!!!
Si l'éspoir n'existait pas elle aurai été inventé il y a déjá beaucoup de miléniums!!!
(Author: Joaquim Silva Pereira, Portugal, Lisbon, 2016)

Os tempos não são fáceis e têm sido de enormes perdas em todo o mundo, desde causadas por catástrofes naturais a terrorismo ou acidentes aéreos, marítimos e terrestres. Mas não são de hoje apenas, são os que nos doem hoje porque mais perto. Por isso, talvez porque sou de relações internacionais e temos uma grande componente de história universal, estas minhas palavras não são catastrofistas, bem pelo contrário, o ser humano sempre soube lamentar as suas perdas e reerguer-se com coragem e bravura em gestos solidários admiráveis e empreendedores. E também nisso, os nossos tempos não são exeção. Desde os "We are the world" https://www.youtube.com/watch?v=Zi0RpNSELas
 onde cantores e músicos cederam as suas belíssimas vozes a causas solidárias, alguns deles já partidos de entre nós, mas que se eternizaram até gestos recentes de grandes empresários  que num hotel de cinco estrelas de Lisboa acolheram sem-abrigo num jantar inesquecível, à iniciativa Refill também para sem-abrigo, recentemente na Igreja de Fátima e à iniciativa de Natal solidário a sem-abrigo da Comunidade Vida e Paz:  http://www.cvidaepaz.pt/site/o-que-fazemos/festa-de-natal-com-as-pessoas-sem-abrigo/
Gestos estes que se têm multiplicado e replicado por vários pontos do país e do mundo num saudável e belíssimo contágio, mostrando que não apenas as doenças hoje em dia são virais à escala internacional, mas também a generosidade humana.

Temos todos pois, bastas razões para.
We have therefore strong reasons for
Надежда пуфы , Souffles d´Éspoir, Blows of Hope, Hoffnung Puffs, Speranza sbuffi
e mais perto de nós português geograficamente, Alientos de Esperanza, em 2017

Um grande abraço e muito obrigada pelas vossas visitas, da autora deste blogue, Célia Chamiça, para os vários leitores dos vários pontos do país continental e insular
A warm hugg from Celia Chamiça, author of this blogg, for their visitors in USA, more than 6000, Brasil, more than 2400, in Russia, more than 1100, almost 500 in Germany, plus de 300 en France, almost 200 in the United Kingdom, almost 200 in Ucrânia, almost 200 in Ireland and almost 100 in Itlay, to mention the most frequent sem esquecer os meus visitantes em Angola and also my visitors in Switzerland.

Espero continuar a ter o privilégio da vossa visita em 2016 e muito obrigada pelo estímulo que me têm transmitido para continuar em escrever.
I hope to remain having the priviledge of your virtual visits in 2017 and thank you for your estimulating visits to this blogue.

I leave you above with a symbolique expression of my gratitude for you visits from the several countries and continentes, I leave you na image of Lisbon of the seven hills


Até 2017
See you in 2017
C.C.

20/12/2016

Natal é o tempo de esperança por excelência



Caro visitante virtual,
 
Escrevo-lhe hoje sobre o Natal, estamos a poucos dias de celebrar a vida e a esperança, um pouco por todo o mundo.
Aproxima-se o dia de Natal, tempo de azáfama, de corridas para o último presente, de enfeites das casa e das mesas, de celebração em família e em comunidade. Até mesmo quem não é católico se converteu a este tempo de celebração familiar. É um tempo em que as pessoas procuram ser mais tolerantes, menos rigorosas e mais dispostas a pôr de lado o que as incomoda para não perturbar a tranquilidade e aproximação de mais um ou outro elemento da família que se tolera menos bem mas com quem se convive nesta época tão especial para todos que procura-se evitar o conflito.
A minha primeira lição sobre adultos e o Natal tive-a há muitos anos. Era eu uma jovenzinha idealista a tomar café no meu local habitual perto da casa dos meus pais quando vi que uma senhora com idade para ser avó transportava nas mãos uma carta e procurava timidamente obter a ajuda de alguém. Prontifiquei-me a ajudá-la. Pretendia escrever uma carta de Natal para o filho e os netos.
E naquela ainda minha idade dos vinte e poucos anos fui escrevendo a caneta o que os seus lábios ditavam em amor muito sentido. E enquanto ia escrevendo, ia-me espantando com o que escrevia.
Aquela não era uma simples mensagem de Natal.
Era uma carta da natal de uma mãe para o seu filho e para os netos que não via há já largos meses.
As lágrimas escorrendo enquanto me ditava a carta, atribuí-as à saudade e à emoção de naquele tempo de aconchego de famílias não poder ter a sua por perto para abraçar.
Terminei de escrever a carta. Reli-lha e ela disse que era aquilo mesmo, podia fechar a carta. E estendeu-me depois um envelope que andava dobrado na mala pois já por diversas vezes tentara arranjar quem lhe escrevesse a carta, mas tivera vergonha de pedir.
Expliquei-lhe que não tinha que ter vergonha de não saber escrever. Eu que sabia escrever não sabia muitas outras coisas que ela sabia. E ela sorriu.
Ela sorriu ante a minha candura de jovem que apenas aquela razão de vergonha vislumbrava. Para ela era outra a maior razão de vergonha e eu compreendi-a à medida que ia escrevendo no envelope o endereço que me ditava.
A morada do destinatário, o filho de quem ela tinha tantas saudades e por quem tinha tanto amor, os netinhos de que falava com a voz entrecortada e há muitos meses não tinha a alegria de ver crescer moravam na rua abaixo do café... A dois passos dali.
Fechei o envelope e estendi-lho. Agradeceu-me, desejou-me bom Natal e saiu.
Eu fiquei ali sentada. Pensativa. Absorvendo a minha primeira grande lição sobre o Natal dos adultos. Na memória bailava a explicação que me dera, um desentendimento com a nora, coisa pouca para ela, mas imperdoável para a nora, condenara-a aquele exílio.
E eu, na minha modesta candura dos vinte anos só conseguia pensar que não imaginava nada de tão imperdoável capaz de justificar uma tal condenação. Nada sabia de rancores alimentados e ressabiados, de mágoas acumuladas e ressentimentos irredutíveis, ano após ano. E, muito menos imaginava que tão negativos sentimentos pudessem estar ligados ao espaço da família que para mim era um espaço de amor, de compreensão, de afeto, de ternura e de tudo o que há de mais belo na vida. Ainda hoje assim penso, apesar das vicissitudes da vida.
Hoje, já ultrapassado um século de vida, com muitas mais experiências e vivências que à data estava longe de possuir, recordo esse momento no café como se fosse hoje. Lembro-me dele todos os Natais, pergunto-me com o correr do tempo o que terá sido feito da senhora que me procurou para escrever a carta. Terá voltado a ver o filho? Terá voltado a ver os netos? Ou terá sido eterna a sua condenação?
Não faço ideia. Nunca mais a encontrei.
Só sei que ainda hoje a lembro e que ainda hoje não imagino nada de tão imperdoável que justifique impedir uma mãe de ver um filho e uma avó de ver os netos.
Desejo muito que consigamos ser um pouco menos mesquinhos, menos orgulhosos, menos centrados em nós próprios. Essas atitudes não só não nos trazem nada de bom para nós como podem ser profundamente injustas e ferir os outros que também nada ganham com esses nossos sentimentos. E, se erraram, não será a nossa atitude de recusa que os fará entender e melhorar o seu comportamento. Para mim, só o diálogo franco e aberto permite esclarecer mal-entendidos e, se ambas as pessoas a isso estiverem genuinamente dispostas, superá-los e até crescer em conjunto, fortalecer laços.
Que o nosso natal, que o seu Natal, caro visitante virtual, seja um Natal de encontro com quem ama, de compreensão com quem não compreende ou que compreende menos bem, de aceitação da presença do outro no verdadeiro sentido da palavra, da alegria do convívio e da comunhão deste momento familiar por excelência. E, se como eu tem Fé, um momento de renovada Fé e esperança e fortalecimento também dos laços com a comunidade e dos laços espirituais.
Que este Natal possa ser, com a colaboração dedicada de cada um de nós, um Santo Natal. Santo porque dedicado a quem amamos. Santo porque é um espaço de bem e de esperança. Santo, de alegria.
Um Feliz Natal para todos,
 
C.C.
 
 
 
 

10/12/2016

Ao encontro dos nossos idosos... neste Natal e em cada dia


Dedico este post ao meu tio Aníbal que há pouco tempo perdi, e que não era para mim um idoso, era simplesmente o meu tio Aníbal,
À memória da minha mãe, Maria Eugénia, sempre
Ao meu pai, Adelino Chamiça, que nos seus 76 anos não é para mim um idoso, é o meu querido pai,
E neste caso, sobretudo, à minha querida prima Betinha, que tão dedicadamente e com tanto amor e carinho cuidou do meu tio, e pai dela, ao longo da sua fase de idoso, e nos últimos dois anos, já gravemente doente, até ao último dos seus dias entre nós,



Caro visitante virtual,

Escrevo hoje sobre os nossos idosos. Sim, porque os idosos são todos nossos, são primeiro e acima de tudo da sua família e, em segundo lugar da sua comunidade e da sociedade que ao longo de muitos anos ajudaram a construir e para a qual contribuíram. Contribuíram não apenas financeiramente, mas na construção das suas famílias, na educação dos seus filhos, na transmissão dos seus valores e cultura em casa, no trabalho, nas comunidades religiosas ou culturais que integraram ao longo da sua vida. O que hoje somos e temos, a eles se deve, é bom não esquecer.
Mas os tempos que vivemos e a mentalidade que impera na sociedade atual é não apenas desvalorizadora, como ingrata para com os seus idosos, esquece não apenas os seus direitos, mas também a sua dignidade e o seu enorme valor e experiência que não permite que partilhem com a sociedade de que ainda fazem parte, embora já não na fase em que vivem, de forma laboral e económica. Nesse sentido não estamos mais desenvolvidos que as sociedades primitivas ou as comunidades rurais, bem pelo contrário, essas estão bem à frente de nós, pois sempre souberam integrar e valorizar o papel dos seus idosos, da sua vasta experiência e de sabedoria de vida. Eram eles os grandes conselheiros de toda a família e mesmo da sociedade que com eles se aconselhava, os dignificava e valorizava, e eles sentiam-se felizes nesse papel que era justo e belo.
Ainda hoje me recordo bem do meu avozinho Francisco que me lembro de me contar belíssimas histórias e de o ver sempre com um sorriso nos lábios e um brilho feliz no olhar, apesar dos seus mais de oitenta anos, e da minha avó Conceição que viveu feliz no seio da família até aos seus felizes noventa e seis anos. Lembro-me de como os meus pais e tios falavam deles com muito respeito e carinho e de como nós netos os adorávamos e eles sentiam-se bem e felizes nos seus já frágeis e avançados anos.
Hoje fui a um lar visitar uma tia que este dezembro fará noventa e dois anos, um lar onde é fisicamente bem cuidada mas onde falta todo o calor humano de uma família ou de alguém que acarinhe os idosos e os valorize no dia a dia, Já várias vezes lá tinha estado, mas nunca como hoje, que ela está já bem mais frágil, me apercebi do quanto isso pode ser importante para prolongar a vida e manter feliz a vida de um idoso. O brilho dos olhos dela quando me viu chegar com o meu filho e quando lhe pus uma capa quentinha que levei para lhe oferecer e umas flores disseram mais que a sua frágil voz que já se ouve com dificuldade. 
À saída da nossa visita já parecia outra, a voz dela já se ouvia bem melhor, estava mais enérgica e até arriscou dar uns passos apoiada. Voltou a dizer-me o que há já vários anos me diz, que quer morrer ao pé de mim, que não sou sobrinha de sangue, mas sou de coração. Mas desta vez fê-lo de modo diferente, fá-lo sempre só quando ficamos as duas a sós. Desta vez disse que quinze dias antes de morrer ou vinha ela para ao pé de mim ou eu para ao pé dela. E eu, mais uma vez lhe disse que sim. Disse-lhe que sim porque gosto muito dela e disse-lhe que sim porque quero que sinta esse conforto ao partir, poder partir junto de alguém de quem gosta muito e que sabe que a ajudará a partir em serenidade. 
Há poucas semanas perdi um tio de quem gosto muito, o meu tio Aníbal. Estava muito doente, de uma doença terminal, mas pode partir no aconchego carinhoso da família. Este sempre em casa, apesar dos tratamentos que teve que fazer no hospital e de um ou outro internamento, e só nos últimos dias foi novamente hospitalizado e a família, avisada da gravidade terminal da situação, ficou a acompanhá-lo. Eu vi-o pela última vez poucos dias antes de partir. Não fiz ideia de quando partiria, mas pelo baço do seu olhar, a fragilidade do seu corpo e da sua voz, compreendi que estaria para muito breve. Era um homem muito alto e sorridente, um tio que gostava muito das sobrinhas e de brincar com as sobrinhas, tenho essa minha memória de criança muito viva. Era irmão da minha mãe e adoravam-se um ao outro. Para mim, quando ele partiu não foi só ele que partiu e de quem eu tanto gostava, partiu com ele mais um bocadinho da minha mãe, mas quer um quer o outro muito amados e acarinhados pelas respetivas famílias. E é assim que se deve partir. É assim que se tem o direito de partir. 
Há cerca de dois anos ajudei um amigo a partir na minha presença e na da filha. Deixo aqui o nome dele, numa despedida final de que sei que muito gostaria, pois pude fazê-la presencialmente no momento da sua partida. Era o Carlos Joubert Chaves. Tinha um cancro em estado muito avançado e estava hospitalizado já na fase final quando foi descoberta a doença. A última vez que o visitei em casa levei-lhe um bolo que tinha feito e para espanto meu ofereceu-me uma máquina fotográfica vermelha porque como disse na altura já sabendo que se encontrava muito mal, queria oferecer-ma antes de ir para o hospital pois não sabia se dele regressaria, e de facto não regressou. Naquela altura não imaginei o quanto isso pudesse ser verdade. Tinha-se reconciliado com a filha pouco tempo antes e estava muito feliz com isso. E foi a filha, Diana, que sabendo que ele gostaria de partir comigo ao lado como sua grande amiga que o visitava regularmente que me telefonou um dia a dizer que o hospital a tinha avisado que ele duraria poucas horas. E lá nos encontrámos as duas. Nunca hesitei e em o acompanhar nessa sua partida final, embora nunca tivesse passado por uma situação semelhante porque infelizmente a minha mãe faleceu no hospital, durante a noite, de forma súbita e por isso não teve o conforto de carinho nas suas últimas horas, mas teve-o poucas horas antes e sei que para ela foi muito importante e tenho muita pena de não ter podido ficar a segurar na mão dela até ao último minuto como fiz com o Carlos, ver-lhe os últimos sorrisos, na companhia da filha, responder-me com lágrimas de comoção a escorrer pela cara quando lhe perguntei se me reconhecia, vê-lo agitado quando cheguei e serenar à medida que ia ouvindo conversar com ele e relembrando histórias da nossa amizade de amigos comuns. E foi nesta tranquilidade serena, sorrindo debilmente quando eu evocava em tom suave momentos bonitos e até divertidos que esboçava um sorriso leve e a respiração foi acalmando lentamente. A Diana saiu por uns minutos do quarto e foi nesses minutos que se deu a passagem, leve, mas que eu senti e olhei para os vários monitores a que estava ligado e tive a confirmação. O Carlos adormeceu sereno para a eternidade, porque não partiu sozinho, partiu junto de quem queria partir, a pessoa que mais amava, a filha Diana e uma das poucas amizades que a sua turbulenta vida lhe havia permitido, eu própria. No dia a seguir foi o velório, onde já estava muita gente que se quis vir despedir dele, mas ele já tinha partido. Ainda assim sei que ele gostaria que lá estivessem e vários dos amigos que lá estavam eu não conhecia a não ser de nome porque ele me falava deles e eles não me conheciam, mas conheciam de nome por ele lhes falar de mim.
E é assim que eu acredito que se deve envelhecer e partir, acompanhado. Acompanhado por quem nos estima. E isso faz toda a diferença.
Eu acredito que esta nossa sociedade vai voltar a reaprender a dignidade de cuidar dos seus idosos depois de toda uma voragem da centração no trabalho como um bem maior e às vezes quase exclusivo. 
Acredito que todo o percurso de valores sociais tem que voltar a ser reaprendido, acredito que o isolamento a que tantos idosos tem sido condenados e ao que muito se vem falando sobre isso vai abrindo cada vez mais perspetivas sobre o quanto isso é injusto, desumanizante, cruel e empobrecedor do ponto de vista humano e cultural para as sociedades e para as novas gerações. Acredito que as novas gerações venham a ser mais atentas aos seus idosos.
Caro visitante virtual, neste tempo que se aproxima do Natal, não esqueça os seus idosos, se puder leve-os para passar o Natal consigo, no aconchego carinhoso de quem lhes quer bem e para quem não são um estranho, mas sim um ser querido e amado.
E, não apenas no Natal, mas em cada dia, não esqueça o papel que os seus idosos tiveram na sua vida. Eu sei o papel que os meus idosos tiveram na minha vida, enorme, extraordinário e que continuam a ter, já não apenas para mim, que sou filha, agora também para os meus filhos.

Um feliz Natal para si, caro visitante virtual, e volte sempre a este "Sopro de Esperança" que é escrito para si que o lê, seja em que parte do mundo se encontrar.

C.C.


17/11/2016

Mesmo de um tronco seco podem surgir rebentos viçosos


Caros visitantes virtuais,

Escrevo-vos hoje sobre as coisas bonitas que podemos encontrar nas nossas vidas se a elas estivermos atentos e da genuína felicidade, serenidade e plenitude que nelas encontramos se as valorizarmos porque como nos demonstra a natureza, até de um tronco seco podem surgir rebentos viçosos.
Na minha perspetiva o conceito de felicidade pode ser muito redutor se concebermos a felicidade como resultante de sucessos pessoais, profissionais, financeiros ou sociais. Não considero que desses sucessos resulte uma alegria interior que, essa sim, contribui para o bem-estar, serenidade e sentido de plenitude do indivíduo, simplesmente porque esses sucessos, sempre passageiros e superficiais, se cultivados e não colocados em perspetiva, podem originar sentimentos de exacerbação do ego, de auto-satisfação, de autoadulação e de arrogância que em vez de aproximarem os indivíduos dos outros antes os afastam e colocam em falsos pedestais que a vida, a seu tempo, se encarrega de desmoronar. 
A felicidade como a concebo é uma opção de vida; uma postura perante nós próprios, perante os outros, perante o mundo, e para mim que sou crente, também perante um poder superior que identifico como Deus. Uma postura de abertura à imensidão da vida com todas as riquezas e turbulências que ela implica porque o ser humano é rico, mas também complexo. E acredito que essas turbulências não são nem castigos divinos, nem azares do destino.
Muitas vezes temos nós próprios alguma responsabilidade nas turbulências que surgem nas nossas vidas e acho importante estarmos conscientes e atentos para através do autoconhecimento, da honestidade e da humildade atuar nelas de forma positiva procurando identificar os nossos passos em falso, as nossas inseguranças, os nossos medos e os nossos erros. E essa postura permite-nos não nos posicionarmos perante a vida nas suas turbulências nem como vítimas nem como desistentes, mas antes como indivíduos capazes de reconhecer as suas limitações e de ter vontade de as superar para o seu próprio bem-estar e o dos que os rodeiam. As turbulências permitem-nos ainda conhecer mais profunda e genuinamente nós próprios e os outros e, se para elas estivermos despertos e disponíveis a aprender, permitem-nos crescer e amadurecer interiormente.
É certo que há também turbulências completamente alheias à responsabilidade do indivíduo como é o caso das doenças, de situações de guerra ou outras situações de violência, de situações de injustiça social e outras. Mas mesmo nessas situações-limite o ser humano difere na forma como se posiciona perante si próprio e os outros.
Acredito que também nessas situações a postura que temos perante a vida nos faz viver as mesmas de forma muito diferente. Podemos situar-nos como vítimas revoltadas consumindo as nossas energias vitais no sofrimento físico, psicológico e social, e por vezes também inveja dos que vivem em melhores condições, e essa via coloca-nos num pântano infértil de onde é muito difícil sair e onde as energias despendidas nos fazem afastar cada vez mais dos outros e nos podem mesmo fazer afundar cada vez mais na infelicidade e no desespero. Ou, podemos, apesar do sofrimento físico e psicológico, procurar ajuda para o minorar e a pouco e pouco procurar retemperar energias e direccioná-las para algo positivo. E é sempre possível, seja em que situação for, fazer algo de construtivo nas nossas vidas, fazendo do luto um ato de respeito perante a nossa própria dor e dignificando-nos ao transformá-lo em algo positivo para nós próprios e para os outros. 
Eu gosto de descobrir e de me deixar contagiar por pessoas que vou encontrando, ouvindo e lendo que souberam transformar as adversidades em novos projetos de vida valorizadores de si próprios e da sociedade. E, se estivermos atentos, estamos rodeados de pessoas que em qualquer momento da sua vida tiveram que vencer turbulências e o fizeram rompendo as amarras da amargura e seguindo em frente e redescobrindo a alegria de viver em projetos de vida que procuraram reinventar à luz das suas novas realidades. Essas pessoas são fontes de coragem e esperança para quem está atento às suas realidades e a tanto que podemos aprender com as suas experiências corajosas e transformadoras de vida. Para quem, como eu, acredita num poder superior, são ainda fontes de Fé, de Fé em si próprios, na vida e, sobretudo, numa força espiritual que nos transcende, nos inspira e nos fortalece numa dimensão que está para além de nós próprios e com a qual nos sentimos em comunhão se a alimentarmos com reflexão, meditação, oração e dedicação ao nosso próprio bem e ao bem dos outros.
Assim, acredito nessa felicidade que reside em apreciar e valorizar as pessoas e a vida no que têm de genuinamente importante para o interior de cada um de nós. E, essa felicidade é possível mesmo nas turbulências porque não resulta de condições exteriores, antes nasce dentro de nós e da nossa postura perante a vida.
Essa felicidade que nos faz apreciar o que verdadeiramente merece ser valorizado é geradora de alegrias que permanecem, de uma sensação de conforto e serenidade interior, de comunhão com a imensidão e universalidade do ser, e, para quem é crente, que é o meu caso, de sensação de pertença e harmonia com uma plenitude superior.
Deixemos, pois, brotar ramos viçosos mesmo quando o tronco das nossas vidas está seco, procuremos dentro de cada um de nós as energias revitalizadores e descubramos a nossa fonte interior da felicidade. É um percurso pessoal que vale muito a pena porque nos abre à vida, aos outros e a nós próprios de uma forma que nos faz sentir felizes, contribuir para a felicidade dos outros e em harmonia espiritual, para quem procura essa dimensão.
Até ao meu próximo post e obrigada por ter voltado uma vez mais, caro visitante virtual,

C. C. 

28/10/2016

Palavras de esperança


Caro visitante virtual,
 
Começo hoje a falar-vos a partir de um campo de margaridas na imagem acima evocando um Margarida com quem a minha vida se cruzou breves minutos que me fizeram sorrir e pensar que ainda bem que há gente assim, com coração leve e palavras bonitas que trazem um raio de luz às vidas com quem se cruzam ainda que por breves instantes.
Numa banal deslocação de metro, a horas que nos apinhamos ainda meio estremunhados para dar início ao nosso dia, houve uma troca de palavras que me despertou e que me fez sentir feliz por ter o privilégio de testemunhar a presença e a partilha da bondade, da simplicidade e da simpatia genuínas de uma jovem.
No espaço comum um pedinte cego, como muitos outros, interpelando os passageiros que uns fingem ignorar, outros procuram não ver, outros veem mas não reagem, mas não ela, não esta jovem. Esta jovem afasta-se do seu local, vai em direção ao pedinte que sendo cego não a consegue ver, deposita algum dinheiro na ranhura da caixa e pergunta-lhe:
- Como se chama?
Esta simples pergunta deu uma inesperada alegria ao homem, visivelmente estampada no seu rosto enquanto respondeu à interpelação da jovem.
- Então tive muito gosto em o conhecer e desejo-lhe um bom. dia Senhor... _ Continuou a jovem dirigindo-se-lhe pelo nome que ouvira e que eu não  recordo. Depois disse-lhe ainda:
- Eu chamo-me Margarida.
-Margarida! - Repetiu o cego pedinte, mantendo no rosto a luminosidade que sentia pelo bem-estar que lhe geravam as palavras da jovem. - Lindo nome... O nome da minha mãe...
Foram simples e breves palavras, estas trocadas entre a jovem e o cego pedinte, mas trouxeram luz ao dia de ambos que assim começou brilhante para os dois. Trouxeram luz ao meu dia que as testemunhei e me fizeram sorrir e a muitas outras pessoas que, como eu, presenciaram esta cena e se deliciaram e enterneceram com ela.
Gosto de viver assim, do usufruto sereno da beleza simples que brota do interior do ser humano no que tem de melhor: a atenção aos outros que nos rodeia, a simpatia, a solidariedade, a bondade, a simplicidade. 
Gosto de viver assim, dando valor a esta Margarida que se cruzou na minha vida e na do cego pedinte e os transeuntes do metro e quebrou com a sua atenção ao outro a indiferença do momento.
E gosto ainda mais de acreditar que outras Margaridas há por aí, mulheres e homens, de todas as idades, género, cultura, estrato económico e social e nacionalidade, que com a sua forma de ser e estar trazem brilho, alegria e esperança aos que com eles se cruzam e às suas próprias vidas porque quem vive deste modo saboreia a vida e os instantes.
Convido-o a estar atento a estas Margaridas que o rodeiam e a deixar-se tocar pela magia que trazem ao dia, esteja ele a começar, a continuar ou a terminar. Porque é sempre tempo de nos abrirmos ao que é simples e belo, ao que nos faz felizes e nos convida a sorrir por dentro.
Uma boa semana caro visitante virtual e volte a este blogue se ele o faz sorrir e caminhar para a frente com leveza.
Para espanto meu desde que o iniciei em 2011 este blogue já se aproxima dos 20000 visitantes de todo o mundo. Obrigada por estar por aí, entre estes quase 20000 que se vêm a este blogue "Sopros de Esperança" é porque têm algo a ver com a energia contagiante que a esperança constitui nas nossas vidas se estivermos abertos a ela.
 
C.C.

15/09/2016

A força revigorante das memórias

 
 
Caros visitantes virtuais,
 
Partilho hoje convosco a minha visão das memórias. Hoje dia 15 de setembro.
Há vinte e dois anos partiu a minha mãe, mas não a perdi. Nesse dia senti que a tinha perdido e senti a dor profunda da perda de uma mãe que tanto nos amou e que eu tanto amo. Nesse dia e em muitos outros dias senti o desamparo que a falta incomensurável que a sua presença física me fazia, no entanto, ela nunca me faltou nem sequer nesse dia. A sua presença física é simplesmente diferente e é aí que reside a grande força revigorante e retemperadora das nossas memórias. Ela é a minha mais preciosa memória, qual é a sua? Encontre-a e descobrirá uma força e uma esperança únicas brotar dessa memória. Coloque essa foto para si na moldura que acima lhe deixo. A mais bonita foto do mais bonito momento que partilhou com quem tanto ama e por quem tanto foi amado. Coloque-a junto de si, em casa, no trabalho, não importa onde, onde a olhar. E verá que sempre que olhar essa foto dará por si a sorrir.
As nossas memórias felizes perduram e revigoram-nos e por isso acredito que fazemos bem em as cultivar e alimentar, não de forma mórbida, lamentando o que perdemos, mas com a firme consciência e convicção de que as ganhámos.
Nunca perdemos quem amamos, simplesmente porque o amor nunca se perde, é demasiado poderoso para se perder. Quando amamos, ganhamos sempre. Eu ganhei a minha mãe, não há vinte e dois anos mas há quase cinquenta e dois, ganhei a minha mãe e ela ganhou-me a mim, desde que dela nasci sem que sequer disso eu tenha memória consciente. E, claro que nesse momento como qualquer bebé saudável terei chorado.
Pensando bem, não só nunca perdi a minha mãe como nunca perdi ninguém que tivesse amado. Não é fantástica esta descoberta?
Quem amamos permanece sempre connosco, nas memórias felizes que juntos partilhámos, mesmo que já não esteja connosco. São belíssimas pegadas nas nossas vidas de onde se desprendem conversas, músicas, odores, sabores, risadas e mesmo lágrimas enxugadas.
Alimentar memórias negativas não é saudável, por isso o ser humano se auto-protege eliminando essas memórias, o tempo vai-as apagando porque só servem para nos fazer aprender e amadurecer, são alicerces que se deitam abaixo depois da obra construída. E, quando assim não sucede, é bom procurar ajuda para eliminar o que já não nos faz falta que lembremos, pelo contrário, só nos intoxica. Mas, as memórias positivas prevalecem e fazem-nos bem. E não apenas prevalecem como se lhes dermos atenção tornam-se mais fortes e mais vivas e trazem ao nosso consciente lembranças que nos deliciam, enternecem e fazem felizes.
Por isso, caro visitante virtual, sacuda o pó das suas memórias felizes se as tem esquecidas, deixe-as vir ao consciente e ocupe-se delas e descobrirá tesouros preciosos que o vão fazer sorrir.
Boas memórias e não esqueça, as boas memórias constroem-se em cada dia, sempre com quem amamos e que nos ama e não há ninguém no mundo que não ame nem seja amado.
CC


13/09/2016

A esperança que resulta de um caminho escolhido

 
 
Caros visitantes virtuais,
 
Falo-vos hoje de uma grande alegria. Chama-se Joana. para ser mais exata: Irmã Joana Carneiro.
Conheci Joana quando era catequista dela há uns bons anos. Tinha seis anos e frequentava o 1º volume da catequese na Paróquia de Póvoa de Santo Adrião. Era criança tímida e alegre. E aquela criança tímida e alegre foi vinte anos mais tarde uma médica no Hospital de Santa Maria, carreira profissional que trocou por uma vocação, um chamamento espiritual a que respondeu com toda a coragem: Ser Irmã Missionária. A criança tímida desabrochou numa jovem destemida e corajosa, uma jovem mulher que foi missionária na América Latina e agora se encontra de partida para a Jordânia.
A Irmã Joana, a minha Joana, a nossa Joana é deste há alguns anos Irmã Comboniana. Joana consagrou-se a este chamamento no dia 6 de agosto de 2016, em Quito, no Equador, onde foi noviça. Aí se consagrou a Deus para ser Missionária como muitas outras Irmãs que aderiram a esse chamamento e lhe quiseram responder segundo o Carisma do seu fundador, São Daniel Comboni. São chamadas a ser testemunhas da Misericórdia de Deus.
Joana respondeu a este chamamento de braço dado com a pessoa com quem a conheci entrar na igreja há muitos anos atrás... a sua mãe. Quando menina, em Portugal; quando jovem mulher no Equador.
 
 

Da menina tímida para a jovem mulher corajosa e determinada resta o sorriso. Um sorriso ainda mais luminoso porque segura do seu caminho. Foi com esse sorriso magnífico que esteve entre nós, na comunidade, na igreja e fora dela trazendo até nós outros lugares do mundo e levando-nos com ela para outros lugares do mundo.
Toda a gente queria falar com Joana, e ela na humildade e simplicidades de sempre, ali estava disponível para todos e contagiante na sua felicidade. Para todos era a nossa Joana, era a nossa Joana e um bocado de cada um de nós que com ela tinha ido para a América Latina, que ali estava com ela e as Irmãs Combonianas (Para que as quiser conhecer: https://irmascombonianas.wordpress.com/
) a rezar o terço missionário, cada cor evocando um continente e evocando onde se situava cada continente, que problemas enfrentava e fazendo-nos sentir parte desse mundo que as missionárias percorrem na sua dádiva de vida. Para todos é um bocadinho de cada um de nós que vai com a Joana para a sua nova missão na Jordânia e sabemos que quando regressar voltará com o mesmo sorriso para abraçar a comunidade que viu nascer a sua Fé e a viu amadurecer, ganhar asas e voar já por si mesma.
Para mim, é essa a universalidade da Igreja, é cada um de nós estar com aqueles que teve o privilégio de conhecer e com quem construiu percursos de vida e de fé e manter-se pela vida fora num novelo de laços afetivos e de espiritualidade ou humanidade comum que nos fazem estar um pouco por todo o lado no mundo, mesmo em sítios onde fisicamente nunca nos atrevemos a estar, mas alguém se atreveu por nós. E lá estamos todos, nessa alegre confraternização universal onde certamente cada um de nós fala dos outros, dos seus espaços comuns, das suas forças e fragilidades. E nesse diálogo de espaços e de afetos, ficamos mais ricos com o que aprendemos uns sobre os outros e ficamos mais fortes na sua humanidade e na nossa espiritualidade.
Obrigada, Joana, pela tua coragem missionária, porque também aqui tão perto levas a tua mensagem e reconhecemos a força e a esperança da tua fé. Diz-se que "santos ao pé da porta não fazem milagres". Fazem, claro que o fazem. Que maior milagre pode haver que a felicidade estampada num rosto que bem conhecemos falar-nos de gente tão diferente de nós e tão distante e fazer-nos sentir o mundo tão perto e tão nosso familiar que quase parecemos ter estado lá?
Era deste Amor universal que falava Jesus Cristo quando enviava os seus Apóstolos pelo mundo dizendo que onde eles estivessem, Ele estaria no meio deles. No entanto, esta viagem universal que transporta os outros consigo no meu entender é um dom, é um talento inato que requer a tal simplicidade e humildade a que Joana se consagrou.
Os governantes e políticos têm que por escrito ser mandatados para representar um país junto dos outros, mas na humanidade e na espiritualidade não se mandata, simplesmente se é o que se é e onde quer que se chegue perto ou longe se transporta consigo o abraço de afetos que o nosso ser pode congregar. Joana parte para a Jordânia carregada de afetos, muitas mensagens de força e de encorajamento, muitas palavras de conforto para os que vai encontrar, muitos sorrisos que leva no seu peito, muitas esperanças que com ela partem ao encontro daqueles que os seus olhos nunca conhecerão, mas que o seu coração abraça, através da nossa Joana.
A força das missões cedo fez parte da minha fé, uma fé muito marcada pelos Padres Monfortinos (Para quem quiser conhecê-los: http://www.monfortinos.com/sitenovo/ ) que há várias décadas estão responsáveis pelo crescimento espiritual, da fé e de tudo o que uma comunidade carece para viver dignamente em todas as suas dimensões. E atualmente, com mais de meio século de vida, sinto cada vez mais viva a minha gratidão por todos os que têm a coragem de abraçar uma missão consagrada.
E cada vez mais me convenço que quanto mais nos entregamos ao nosso caminho, mais nos sentimos nós próprios e mais nos encontramos com os outros.
 
Uma boa semana, caro visitante virtual.
 



04/09/2016

Santa Teresa de Calcutá



Caros visitantes virtuais,

Escrevo-vos hoje com muita alegria e esperança na canonização de Madre Teresa de Calcutá pelo Papa Francisco hoje anunciada. Foi com muita comoção e alegria que recebi esta notícia porque desde sempre me senti muito tocada por esta mulher extraordinária, de porte nobre, de uma nobreza interior e uma força que brota de dentro dela contrastando com o seu aspecto frágil.
Anjezë Gonxhe Bojaxhiu M.C., que cedo a sua vocação religiosa chamou a ser Madre Teresa de Calcutá era uma mulher albanesa de vida financeiramente muito confortável quando ainda muito jovem decidiu abandonar o conforto e uma vida estável para criar as Irmãs da Sabedoria numa entrega quotidiana aos mais pobres, aos doentes de lepra e aos mais marginalizados sociais e mais doentes.
Desde que me recordo de Madre Teresa que na televisão a via com toda a ligeireza e à vontade circular entre dejetos por onde vegetavam doentes abandonados à doença, à extrema pobreza e aos sofrimentos que todos esses bales profundos acarretam. E era lá, onde eles estavam que Madre Teresa, no seu sarai branco, achava que era o seu lugar no mundo e não no berço de conforto e segurança onde tinha nascido. Em risco permanente de contágio de doenças era aí que o seu chamamento interior a levava e foi junto dos mais infortunados de todos que encontrou a sua felicidade. E foi essa simplicidade, essa humildade e essa entrega que vi sempre acompanhadas de um sorriso de felicidade que tanto me tocaram. Para mim a vocação, seja para sacerdócio, seja para o casamento e a família, seja para se ser missionário só fazem sentido de forem também um sentido de vida, e sempre um sentido de vida feliz e Madre Teresa foi sem dúvida uma vocação feliz, para tantos milhares que confortou na doença, na pobreza e no sofrimento, mas também uma vocação feliz para ela própria que não tenho dúvida que partiu com o coração e a alma cheia de uma vida plena de sentido.
Creio que a grande lição de vida que nos deixa é que seremos felizes quando descobrirmos onde está a nossa própria vocação, o que faz sentido em cada dia para a vida de cada um de nós. E, não tenho dúvida que em grande parte das vezes nós somos não apenas os construtores da infelicidade dos outros, mas também da nossa própria infelicidade e que isso sucede quando nos desviamos da nossa rota de sentido, do que verdadeiramente nos faz felizes que muitas vezes não é o que nos faz felizes na aparência ou o que nos parece fazer felizes, mas sim o que nós se olharmos bem para dentro de nós, sem medo e com honestidade, vemos que nos fazer sentir em serenidade, em paz connosco próprios e com a nossa alma a sorrir por dentro.
Eu, no meu caso concreto sei bem qual é a minha maior fonte de felicidade: é ser mãe. Foi o meu apelo interior desde que me reconheço tendo algum tipo de apelo interior, as maiores alegrias da minha vida foram o nascimento dos meus filhos e cada etapa da vida dos meus filhos que tive a enorme felicidade de acompanhar e que agora, já noutra fase da vida, com eles crescidos, acompanho de forma diferente mas com o mesmo amor de sempre. E quem me conhece e me viu sorrir terá seguramente visto os meus mais rasgados sorrisos sempre relacionados com os meus filhos.
E Madre Teresa é uma mulher admirável porque o seu sorriso que vem de dentro mostra a coragem e determinação de uma mulher que nos tempos que correm nos transmite a todos a felicidade e a esperança da entrega aos outros com essa alegria que nos toca tão fundo e nos contagia com a sua felicidade interior tão cheia de sentido.
A enormíssima lição de caridade e entrega total em Amor ao próximo que Madre Teresa nos legou em cada um dos seus gestos de bondade singela, a troco de nada, sem medo de nada, nada procurando mas fazendo de si uma dádiva total são para mim o traço indelével que deixa na humanidade. Uma humanidade que tornou mais doce, mais misericordiosa, mais acarinhada, mais confortada e sem dúvida muito mais bela.
Ter-lhe sido atribuído o Prémio Nobel da Paz foi um ato justo e um merecidíssimo reconhecimento internacional que maior paz podemos fazer senão levar o conforto aos que mais sofrem? Quantos indigentes e miseráveis ajudou a partir em paz? E quanta paz interior não traz continuamente a cada um de nós que se sente tocado pela sua mensagem e pelo seu amor universal? A mim pessoalmente trouxe-me sempre muita alegria e muita paz, ela esteve lá onde eu gostaria de estar mas nunca tive a coragem de estar e eu estou-lhe grata por isso. Estou-lhe grata por cada leproso que confortou por cada pobre que ajudou por cada doente que consolou. Estou-lhe grata porque no meio de tanto infortúnio universal quando surgia o seu rosto era sempre com ar sereno de quem está em paz consigo própria e essa paz é contagiante. Estou-lhe grata pela sua imagem de mulher simples que nos transmite a esperança da beleza da simplicidade que pode estar ao alcance de todos, da alegria de estender uma mão ao outro, da alegria de se ser exatamente o que se é, sem necessidade de impressionar ninguém e sem receios de perfeccionismo porque no Amor o caminho é simples, é amar o outro tal como ele é e ir ao encontro do outro. Santa Teresa foi para mim a segunda Mestre do Amor a seguir à minha mãe Maria Eugénia. A minha mãe nunca foi nem será canonizada mas foi com ela que muito cedo aprendi os primeiros passos do Amor, do respeito do outro e da valorização do outro tal como ele é, e também a humildade e a honestidade e também de colocar os outros em primeiro lugar. Estarão certamente juntas numa dimensão maior que almejo um dia alcançar para me juntar a elas.
Estou muito grata ao Papa Francisco que acho também admirável por mais este gesto tão importante mostrando-nos que ser igreja é alegria, é ter sentido de vida e de entrega ao nosso próprio destino de felicidade que de algum modo constrói a felicidade dos que nos rodeiam e a nossa própria felicidade. É assim que acredito que vale a pena viver, nos dias de sol, mas também nos de chuva e nuvens cinzentas porque por dentro de nós está a luz e o calor que nos impelem a caminhar e a construir o percurso da nossa vida.
Caro visitante virtual, desejo-lhe que como Madre Teresa de Calcutá descubra o seu caminho, a sua rota de felicidade em cada dia. Se não sabe por onde ir recolha-se ao seu interior e ouça o que o seu coração e o seu chamamento interior lhe dizem e poderá descobrir alegrias que nunca encontrou, entretanto, deixo-o com as santas palavras de Madre Teresa que tanto interpelam e revigoram:

 (Madre Teresa de Calcutá)

Qual é...
 O dia mais belo? Hoje
...
 A coisa mais fácil? Errar
 O obstáculo maior? O medo
 O erro maior? Desistir
 A raiz de todos os males? O egoísmo
 A distração mais bela? O trabalho
 A pior derrota? O desalento
 Os melhores professores? As crianças
 A primeira necessidade? Comunicar
 O que mais faz feliz? Ser útil aos demais
 O mistério maior? A morte
 O pior defeito? O mau humor
 A coisa mais perigosa? A mentira
 O sentimento pior? O rancor
 O presente mais belo? O perdão
 O mais imprescindível? O lar
 A estrada mais rápida? O caminho correto
 A sensação mais grata? A paz interior
 O resguardo mais eficaz? O sorriso
 O melhor remédio? O optimismo
 A maior satisfação? O dever cumprido
 A força maior do mundo? A fé
 As pessoas mais necessárias? Os pais
 A coisa mais bela de todas? O amor"
 
Boa caminhada, caros visitantes virtuais e até ao próximo post.
 
Um abraço virtual
 
C.C.

Santa Teresa de Calcutá
Falecimento: 5 de setembro de 1997, Calcutá, Índia

Santa Teresa de Calcutá



Caros visitantes virtuais,

Escrevo-vos hoje com muita alegria e esperança na canonização de Madre Teresa de Calcutá pelo Papa Francisco hoje anunciada. Foi com muita comoção e alegria que recebi esta notícia porque desde sempre me senti muito tocada por esta mulher extraordinária, de porte nobre, de uma nobreza interior e uma força que brota de dentro dela contrastando com o seu aspecto frágil.
Anjezë Gonxhe Bojaxhiu M.C., que cedo a sua vocação religiosa chamou a ser Madre Teresa de Calcutá era uma mulher albanesa de vida financeiramente muito confortável quando ainda muito jovem decidiu abandonar o conforto e uma vida estável para criar as Irmãs da Sabedoria numa entrega quotidiana aos mais pobres, aos doentes de lepra e aos mais marginalizados sociais e mais doentes.
Desde que me recordo de Madre Teresa que na televisão a via com toda a ligeireza e à vontade circular entre dejetos por onde vegetavam doentes abandonados à doença, à extrema pobreza e aos sofrimentos que todos esses bales profundos acarretam. E era lá, onde eles estavam que Madre Teresa, no seu sarai branco, achava que era o seu lugar no mundo e não no berço de conforto e segurança onde tinha nascido. Em risco permanente de contágio de doenças era aí que o seu chamamento interior a levava e foi junto dos mais infortunados de todos que encontrou a sua felicidade. E foi essa simplicidade, essa humildade e essa entrega que vi sempre acompanhadas de um sorriso de felicidade que tanto me tocaram. Para mim a vocação, seja para sacerdócio, seja para o casamento e a família, seja para se ser missionário só fazem sentido de forem também um sentido de vida, e sempre um sentido de vida feliz e Madre Teresa foi sem dúvida uma vocação feliz, para tantos milhares que confortou na doença, na pobreza e no sofrimento, mas também uma vocação feliz para ela própria que não tenho dúvida que partiu com o coração e a alma cheia de uma vida plena de sentido.
Creio que a grande lição de vida que nos deixa é que seremos felizes quando descobrirmos onde está a nossa própria vocação, o que faz sentido em cada dia para a vida de cada um de nós. E, não tenho dúvida que em grande parte das vezes nós somos não apenas os construtores da infelicidade dos outros, mas também da nossa própria infelicidade e que isso sucede quando nos desviamos da nossa rota de sentido, do que verdadeiramente nos faz felizes que muitas vezes não é o que nos faz felizes na aparência ou o que nos parece fazer felizes, mas sim o que nós se olharmos bem para dentro de nós, sem medo e com honestidade, vemos que nos fazer sentir em serenidade, em paz connosco próprios e com a nossa alma a sorrir por dentro.
Eu, no meu caso concreto sei bem qual é a minha maior fonte de felicidade: é ser mãe. Foi o meu apelo interior desde que me reconheço tendo algum tipo de apelo interior, as maiores alegrias da minha vida foram o nascimento dos meus filhos e cada etapa da vida dos meus filhos que tive a enorme felicidade de acompanhar e que agora, já noutra fase da vida, com eles crescidos, acompanho de forma diferente mas com o mesmo amor de sempre. E quem me conhece e me viu sorrir terá seguramente visto os meus mais rasgados sorrisos sempre relacionados com os meus filhos.
E Madre Teresa é uma mulher admirável porque o seu sorriso que vem de dentro mostra a coragem e determinação de uma mulher que nos tempos que correm nos transmite a todos a felicidade e a esperança da entrega aos outros com essa alegria que nos toca tão fundo e nos contagia com a sua felicidade interior tão cheia de sentido.
A enormíssima lição de caridade e entrega total em Amor ao próximo que Madre Teresa nos legou em cada um dos seus gestos de bondade singela, a troco de nada, sem medo de nada, nada procurando mas fazendo de si uma dádiva total são para mim o traço indelével que deixa na humanidade. Uma humanidade que tornou mais doce, mais misericordiosa, mais acarinhada, mais confortada e sem dúvida muito mais bela.
Ter-lhe sido atribuído o Prémio Nobel da Paz foi um ato justo e um merecidíssimo reconhecimento internacional que maior paz podemos fazer senão levar o conforto aos que mais sofrem? Quantos indigentes e miseráveis ajudou a partir em paz? E quanta paz interior não traz continuamente a cada um de nós que se sente tocado pela sua mensagem e pelo seu amor universal? A mim pessoalmente trouxe-me sempre muita alegria e muita paz, ela esteve lá onde eu gostaria de estar mas nunca tive a coragem de estar e eu estou-lhe grata por isso. Estou-lhe grata por cada leproso que confortou por cada pobre que ajudou por cada doente que consolou. Estou-lhe grata porque no meio de tanto infortúnio universal quando surgia o seu rosto era sempre com ar sereno de quem está em paz consigo própria e essa paz é contagiante. Estou-lhe grata pela sua imagem de mulher simples que nos transmite a esperança da beleza da simplicidade que pode estar ao alcance de todos, da alegria de estender uma mão ao outro, da alegria de se ser exatamente o que se é, sem necessidade de impressionar ninguém e sem receios de perfeccionismo porque no Amor o caminho é simples, é amar o outro tal como ele é e ir ao encontro do outro. Santa Teresa foi para mim a segunda Mestre do Amor a seguir à minha mãe Maria Eugénia. A minha mãe nunca foi nem será canonizada mas foi com ela que muito cedo aprendi os primeiros passos do Amor, do respeito do outro e da valorização do outro tal como ele é, e também a humildade e a honestidade e também de colocar os outros em primeiro lugar. Estarão certamente juntas numa dimensão maior que almejo um dia alcançar para me juntar a elas.
Estou muito grata ao Papa Francisco que acho também admirável por mais este gesto tão importante mostrando-nos que ser igreja é alegria, é ter sentido de vida e de entrega ao nosso próprio destino de felicidade que de algum modo constrói a felicidade dos que nos rodeiam e a nossa própria felicidade. É assim que acredito que vale a pena viver, nos dias de sol, mas também nos de chuva e nuvens cinzentas porque por dentro de nós está a luz e o calor que nos impelem a caminhar e a construir o percurso da nossa vida.
Caro visitante virtual, desejo-lhe que como Madre Teresa de Calcutá descubra o seu caminho, a sua rota de felicidade em cada dia. Se não sabe por onde ir recolha-se ao seu interior e ouça o que o seu coração e o seu chamamento interior lhe dizem e poderá descobrir alegrias que nunca encontrou.
Boa caminhada, caros visitantes virtuais e até ao próximo post.
Um abraço virtual
C.C.



Falecimento: 5 de setembro de 1997, Calcutá, Índia