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14/02/2015

Dia dos Namorados - A esperança que resulta de uma palavra de amor



Caros visitantes virtuais,
Neste dia de S. Valentim, Dia dos Namorados, celebra-se sobretudo o Amor, o que são duas coisas de que sempre gostei: de celebrações e de Amor.
Vou dedicar este post a três situações bem diferentes, porque há muitas formas de Amor. Dedico este post às minhas amigas Teresa B., Fernanda P., e Nini M. e ainda a uma outra pessoa com quem não tive oportunidade de construir ainda uma relação de amizade mas por quem tenho muito carinho, Regina Q.L. Têm em comum a morte ter-lhes levado os respetivos maridos/companheiros que tanto as amavam e cuja perda certamente sentem como uma enorme injustiça da vida, sobretudo nos casos em que essa perda ocorreu em brutais situações. Para vós minhas queridas vai a minha mais profunda solidariedade e ternura. Senti o quanto foram amadas e o quanto isso vos fazia felizes. Tiveram o privilégio de ter a vosso lado e sentir no coração o amor que parece ter deixado um vazio, mas que estou certa não deixou, pois no seu lugar permanecem as palavras doces ditas, os sorrisos trocados, os gestos de ternura, os momentos de paixão ou a simples cumplicidade de partilhar a chuva a cair ou o sol a pôr-se no horizonte. Não esqueçam que eles que partiram gostariam de vos ver bem e, por isso, olhem para o vosso lado e descobrem tanta gente que vos ama porque vocês são especiais e merecem todo o amor dos vossos filhos, dos vossos familiares e das vossas e vossos amigos.
Quando penso em quem mais nos ama e nos primeiros gestos de amor que recebemos na vida, não posso deixar de me lembrar das nossas mães e dos nossos pais, desde crianças, aconchegando-nos os lençóis, enxugando-nos as lágrimas após uma queda, beijando-nos um corte num dedo que acreditávamos que assim ficaria curado, lendo-nos histórias ou compondo-nos o cabelo, enlaçando-nos com uma tal ternura que sentíamos naquele abraço que o mundo era perfeito e belo. Dedico este post também às minhas queridas amigas e amigos J.N., R.M, C.M., C.P. e R.M, que nuns casos viram partir as suas mães ou os seus pais que tive o privilégio de conhecer e tanto estimar. O calor do amor deles sei que permanece nos vossos corações.
O amor das nossas irmãos ou irmãos, trocado nas brincadeiras de crianças e nas confidências secretas, nas risadas sem razão aparente e na ternura do conforto nos momentos difíceis da vida. Para ti querida A.M. dedico este post também em memória do teu irmão que ainda hoje te acompanha e à tua irmã M. e que sempre celebram juntas o muito amor que vos transmitiu. Também a vós queridos amigos Z.N. e J.N. dedico este post com a lembrança do vosso querido irmão Luís que eu adorava e ainda hoje lembro com tanto carinho, e vosso primo queridas S. e S., J.I. e LI que sei que recordam também com muita saudade e ternura. A ti querida S.C. um beijinho muito especial em memória do teu irmão e meu grande amigo e amigo de tantos de nós, Ilídio, que nunca esqueceremos. Sei bem o quanto ele gostava de ti e tu dele. Permanecerão sempre juntos com laços na eternidade.
Não me esqueço de ti, querida I.P., a dor da partida da tua filha e a imensa fé e coragem que demonstraste e o amor que sei que ainda sentes por ela e dela por ti. De vós N.N. e N.M. De ti P. e marido, de si C. e mulher e de si C. e marido. Dedico-vos também este post com toda a minha admiração e ternura.
Lembro ainda o amor dos avôs e avós, partilhando histórias de heróis e de fadas, jogos de cartas e mesinhas caseiras, vendo-nos crescer com um brilho nos olhos e uma complacência que nunca tiveram com os próprios filhos. Como dizem os brasileiros, eles foram ou são os nossos pais com açúcar.
O amor de tios e tias, primos e primas, as partilhas de momentos familiares especiais e de confidências amorosas ou de histórias de família.
O amor de amigas e amigos que na hora certa nos enxugam as lágrimas com doces palavras que precisamos de ouvir para que o nosso coração bata novamente e nos abra um sorriso.
De modo especial dedico também este post às minhas queridas amigas C.F. e A.P., vítimas de violência doméstica e tantas mulheres e também homens que viveram ou vivem essa dor agravada com o sentimento de culpa próprio de qualquer vítima, com o sentimento de vergonha, com a destruição da sua autoestima. Para vós minhas queridas e para todos e todas que se sentem agredidos ou agredidas, não-amados, ou não amadas, afundadas na amargura da dor e no vazio da solidão, acreditem, vocês são especiais, são seres únicos maravilhosos que merecem ser amadas e amados com um amor saudável, um amor que vos respeite, valorize, estime e aqueça a autoestima, a alma e o coração. E sabem que mais? Vão encontrar esse amor, depois de enxugar as lágrimas, de sarar as feridas e de voltar a acreditar que o mundo está cheio de gente maravilhosa que tem amor para dar e que precisa de ser amado. O cupido anda por aí, lançando setas que desfazem a dor e a solidão e espero que ele vos atinja e os vossos corações voltem a pulsar ao ouvir de alguém que verdadeiramente vos mereça "Amo-te".

Dedico também este post a todas e todos quantos perderam amigos ou amigas que tanto vazio lhes deixaram no coração. Eles e elas estão connosco no tesouro das palavras que nos deixaram e nos grandes momentos de amizade que com eles vivemos.
Que ninguém esteja sozinho. O amor é demasiado valioso para ficar escondido no nosso coração. Um diamante numa arca não brilha, mas se for estendido a outra mão irradiará luz e cor. Por isso, aos meus amigos e amigas que têm a felicidade de ter convosco alguém que ontem, hoje ou amanhã vos sussurrar ou disser "Amo-te" e demais tantas palavras bonitas de ternura, vista-se de felicidade, celebre, porque tem uma bênção que não pode desperdiçar porque é demasiado valiosa para isso.
Seja arrojada, inventiva, sensual, sinta-se mulher pois tem toda a beleza que o amor confere seja qual for a idade ou o peso. Ouvir dizer que nos amam faz magia, acreditamos que temos poderes de sedução que nos tornam felizes e tornam a outra ou o outro felizes, numa partilha de paixão ou de ternura. O fogo do amor pode ser intenso ou sereno, mas aquece sempre o coração e a autoestima de quem o vive.

Para quem não encontrou ainda o amor, não desespere. Ele anda por aí. Será que está suficientemente desperta ou desperto para o ver? Olhou bem para as pessoas que conhece? E que óculos colocou, aqueles que só vêm os defeitos e excluem logo à partida pessoas que podem ser espetaculares?  Dê a si própria(o) o benefício da dúvida, não tenha medo de arriscar ou de se magoar pois o Amor é bonito e valioso demais para que não mereça vencer o desafio da sua descoberta.
E, sobretudo, não esqueça, o amor alimenta-se. É uma planta que deve ser bem cuidada, tal como as ondas do mar não podem deixar de dar à costa mostrando a sua espuma rendilhada, também o amor precisa de se deixar ver ao outro, à outra, pois à imensidão do que vai no nosso coração ninguém tem acesso, como não tem à riqueza de corais que estão no mar profundo. Como dizia Saint-Exupéry "O essencial é invisível aos olhos" e por isso se ama alguém tem que lhe dizer e fazer sentir esse tesouro que guarda dentro de si e que só tem valor se partilhado com quem ama.
Caro(a) visitante virtual, desejo-lhe que neste dia de modo especial, mas também em qualquer dia no ano, diga a quem ama, essas palavras mágicas, sinta o calor das memórias de tanta gente que o(a) amou ao longo da sua vida, e siga o seu caminho sempre na mesma linha, com o Amor a seu lado, dando e recebendo Amor a pessoas e amando a beleza e harmonia da natureza de que fazemos parte, pois como dizia S. Francisco de Assis, o meu santo preferido, deliciemo-nos com a beleza da nossa irmã-lua, do nosso irmão-sol, do nosso irmão-lobo e de todos os elementos da natureza e do universo que connosco comungam e partilham o nosso quotidiano.
Um abraço com amor fraternal para os meus caros e caras visitantes virtuais das várias partes do mundo. E obrigada pela vossa visita ao meu blogue, sempre que me visitam deixam um pozinho de alegria no meu coração e têm sido as vossas já mais de 14000 visitas que me estimulam a continuar a escrever sobre esperança.
CC