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01/04/2012

Mulheres Mundialmente Marcantes: Margaret e Meryl






Caros visitantes virtuais,


Falo-vos hoje de duas mulheres que considero que marcaram o século XX e continuarão a marcar a história do mundo. Uma no âmbito da política, Margaret Thatcher, e outra no âmbito do cinema, Meryl Streep. Margaret nasceu no Reino Unido, em 1925, e Mary Louise (de nome artístico, Meryl) nasceu em 1949, nos Estados Unidos da América.


O filme “A Dama de Ferro”, numa evocação à figura política determinada de Margaret Thatcher junta ambas as personalidades na majestosa representação que Meryl Streep faz da ex-Primeira Ministra que foi a primeira mulher da Europa Ocidental a ocupar este importante cargo de governação, tendo vencido três eleições gerais consecutivas que a mantiveram durante onze anos à frente dos destinos do Reino Unido (de 1979 a 1990). MT, como a chamava o marido com quem esteve casada mais de meio século, foi ainda Ministra da Educação (de 1970 a 1974) e líder do partido Conservador Britânico e da Oposição Parlamentar (de 1975 a 1979). Antes de ingressar na política obteve um grau académico em Oxford na área da Química e mais tarde na área do Direito (Advocacia).


Não pretendo comentar a linha política seguida por Margaret Thatcher durante os seus anos de governação, que é controversa, como todas as opções políticas o são. Mas não quero deixar de assinalar que considero que a Senhora Thatcher foi uma mulher que pelas suas notáveis capacidades de determinação, inteligência, eloquência, firmeza de caráter e de convicções conseguiu conduzir ao mais alto nível os destinos de um país e influenciou a comunidade internacional, situação quase em exclusivo acessível aos homens do seu tempo, e em grande parte ainda também do nosso.


Thatcher, uma mulher que se afirmou pela sua competência e personalidade ímpar mostrou, ao longo de muitos anos de atuação pública, que são completamente falsos e profundamente injustos e discriminatórios da igualdade de direitos entre os géneros, os tradicionais preconceitos da mulher com destino compulsivo de maternidade e de fada-do-lar, da mulher frágil, da mulher que vence por ser bela, da mulher que vence por vir de berço de oiro, da mulher influenciável e da mulher que precisa do ombro do homem para se apoiar e para a defender. Creio que as mulheres de todo o mundo e dos séculos XX e seguintes têm uma dádiva de gratidão para com esta grande senhora que se movimentou com inteligência e audácia na cena política internacional, em cenários de paz e de guerra, de crise e de prosperidade, de atentados terroristas e do combate aos mesmos para estabelecer a ordem e a segurança no Reino Unido e no mundo.


Em 1990 decidiu abandonar o cargo político que exercia, gesto sábio e também ele corajoso de quem não é escravo da posse do poder e se afasta quanto sente que já não pode ser útil ao seu povo.


A Senhora Thatcher escreveu dois livros de memórias: “The Downing Street Years” (em 1993) e “The Path to Power” (em 1995) e um livro de reflexão sobre política internacional: “Statecraft”, publicado em 2002, ano em que por razões de saúde se afastou da vida pública.


A Fundação Margaret Thatcher, criada em 1991, e cujo endereço eletrónico indico abaixo, destina-se a promover ideais de liberdade política e económica e é um importante contributo histórico do que foi a sua vida e pensamento político: http://www.margaretthatcher.org/essential/default.asp




Foi com muita satisfação que vi a figura ímpar desta grande mulher do século XX ser representada no grande écran por outra grande mulher, esta do mundo do cinema: MERYL STREEP. Para mim, Meryl Streep, e estou certa que para milhares de cinéfilos em todo o mundo, é uma atriz que afirmou a sua carreira artística graças ao seu enorme talento, cimentado por uma formação de excelência: na Universidade de Yale obteve formação em música, arte dramática e ópera.


Eternizaram-se nas minhas memórias as várias personagens que encarnou no écran de forma magistral e que a consagraram três vezes com o Óscar de Melhor Atriz atribuído pela Academia de Hollywood, em qualquer dos casos em filmes que ajudou a perpetuar na história do cinema: “Kramer contra Kramer” (1980), “A escolha de Sofia” (1983) e “A Dama de Ferro” (2002, e atualmente em exibição nos cinemas). Vi recentemente este último e revi os dois anteriores várias vezes, sem me cansar de os repetir. Comoventes, um e outro revelam a força da mulher que encarna nas situações mais adversas em que as opções de vida nos transportam ao mais profundo do interior da alma humana. Mas também Meryl Streep em "África Minha", "Um grito de coragem", "As Pontes de Madison County" e tantas outras interpretações marcantes na sua carreira.
Tem ainda no seu palmarés artístico, por tantas outras largas dezenas de filmes que protagonizou, o reconhecimento de décadas de trabalho de elevadíssima qualidade de interpretação com 17 indicações para Óscar da Academia de Hollywood, 2 Prémios Emmy como melhor atriz em Séries (“Holocausto”, 1978 e “Anjos na América”, 2004), 26 indicações para Globo de Ouro, Prémios SAG, Prémios no Festival de Cannes, Prémios Bafta e Urso de Prata.


Consagrada em todos os continentes, afirmou a sua carreira com sobriedade e discrição, sem vedetismos nem excentricidades que frequentemente são apanágio das figuras mediáticas deslumbradas pelo culto da aparência e da superficialidade.


O que considero marcante em Meryl Streep é que tem sido sempre uma atriz não apenas de elevado talento, mas também dedicada a interpretar papéis que são sempre dignificantes da realidade humana. Uma atriz de causas que ao longo da sua carreira aderiu apenas a interpretar papéis em que a mulher não surge como escrava para o prazer do homem, mas sim como um todo em que a sua beleza é apenas um dos talentos que surge associada ao caráter forte ou delicado das personagens que interpreta, mas em que todas elas surgem com uma riqueza múltipla e uma vontade própria, mesmo quando num contexto de sedução ou de paixão que resultam no amor e no prazer.


Atualmente com 62 anos e casada há mais de 30 anos com o mesmo homem, destrona também ela vários preconceitos sobre as mulheres e a sua ascensão e manutenção no sucesso graças à juventude, à beleza e à submissão aos parceiros certos em cada momento para que se mantenham para si acesas as luzes da ribalta. Meryl Streep é uma excelente atriz porque tem um talento invulgar de interpretação e dá vida intensa às personagens que encarna no cinema.


A informação sobre Meryl Streep no seu site oficial é bem reveladora do seu talento: http://www.merylstreeponline.net/index.html


Desejo-lhe uma boa semana re(descobrindo) as grandes mulheres, as grandes personalidades da história da política, do cinema, da pintura, da música, da sua vida... verá que são fontes de sorrisos e de esperança, inspiradoras...


C.C.