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04/09/2011

Literacia, uma fonte de esperança do desenvolvimento mundial

Na próxima quinta-feira, dia 8 de Setembro, comemora-se o Dia Mundial da Literacia instituído pelas Nações Unidas para chamar a atenção para a importância deste poderoso instrumento de desenvolvimento harmonioso do ser humano e das sociedades. Desta vez associado à temática da paz, o que acresce a sua relevância estratégica para contribuir para um mundo melhor, onde todos tenham cada vez mais igualdade de oportunidades, pleno respeito pelos direitos humanos e um desenvolvimento individual e social justo, harmonioso, e sustentável.
É uma utopia? É um direito de todos e cada um e também uma responsabilidade de todos e cada um.

Esta data tem, no meu entender, uma relevância acrescida por nos estarmos a aproximar de 2012, ano final da Década das Nações Unidas para a Literacia iniciada em Janeiro de 2003 por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Será estimulante vermos o percurso que foi feito nesta matéria tão importante a nível nacional, regional e mundial. Não sei se chegaremos aos objectivos ambiciosos dos objectivos de Desenvolvimento do Milénio, de reduzir para metade a iliteracia no mundo, mas o que quer que seja que tiver sido feito e venha a ser feito é muito importante para ajudar a erradicar a pobreza e a exclusão social no mundo.

A literacia é um direito fundamental do ser humano a estar dotado das competências técnicas que lhe permitam interpretar o mundo e interagir com ele de forma activa quer sendo capaz de ler, escrever e calcular (conceito inicial da literacia) quer sendo capaz de utilizar recursos tecnológicos e comunicacionais que a tecnologia vai colocando ao dispor das sociedades em constante evolução (actual conceito da literacia que teve e continua a ter que se actualizar com as transformações tecnológicas, económicas, sociais e políticas).







A literacia é absolutamente fundamental para cumprir objectivos de igualdade e justiça social. É um instrumento fulcral para ultrapassar a exclusão social e para contribuir para integrar o indivíduo na sua sociedade e no mundo. Não foi por acaso que o slogan da Década das Nações Unidas para a Literacia era "Literacia como liberdade", pois só pode ser verdadeiramente livre alguém que não depende dos outros para ler o mundo à sua volta, poder formar as suas próprias opiniões, poder zelar pela sua subsistência e a dos seus e poder transmitir o seu próprio pensamento através dos vários suportes comunicacionais disponíveis.







A história desta mulher do mundo árabe apoiada pelos programs de literacia é comovente e pode ser vista num vídeo disponível em: http://youtu.be/N7eBmLKg4w8 , mas muitas outras histórias deste tipo se encontram em África, na América, no Oriente, na Europa, por todo o mundo. Umas arrancando a níveis de iliteracia mais profundos, outras a níveis de literacia mais subtis mas também eles limitadores do pleno exercício de uma vida pessoal, profissional e social em condições de equidade social e económica e de liberdade.

Considero um grande sinal de esperança o que as Nações Unidas, através da UNESCO, instituição coordenadora da Década das Nações Unidas para a Literacia, têm feito e catalizado os vários países e instituições do mundo a fazer neste domínio.

Permito-me destacar a iniciativa "Alfabeto da esperança", que tem convidado escritores do mundo inteiro a, com as suas palavras, contribuirem para este objectivo tão importante que é combater a iliteracia. Associaram-se já a esta iniciativa escritores consagrados de vários países, mas muitos mais o poderão fazer como indica o link abaixo para quem estiver interessado:








Destaco ainda uma iniciativa que permite a quem quer que pretenda associar-se gravar em vídeo mensagens com ideias, sugestões, reflexões e partilha de projectos ou experiências de apoio à literacia e enviá-los para as "Vozes pela literacia" e assim contribuir para este importante projecto.
Se pretender fazê-lo encontrará informação http://www.unesco.org/new/en/education/themes/education-building-blocks/literacy/advocacy/voices-for-literacy/

Para terminar, deixei uma outra iniciativa da UNESCO: o Prémio Internacional da Literacia que anualmente distingue as instituições, pessoas ou projectos que pela sua excelência e inovação constituiram contributos de especial relevância para ajudar a combater a iliteracia no mundo.
O prémio e menções honrosas deste ano serão entregues no próximo dia 8 de Setembro, durante a comemoração oficial do Dia Internacional da Literacia, desta vez a ter lugar em Nova Deli, na Índia.
Os premiados deste ano, já anunciados, foram os programas de literacia promotores da paz e coesão social do Burundi, México, EUA e República Democrtática do Congo. Menções honrosas irão ser atribuídas aos programas promotores de literacia do Paquistão e das Filipinas.
Mais informação sobre este prémio em: http://www.unesco.org/new/en/education/themes/education-building-blocks/literacy/literacy-prizes/2011/
Congratulo desde já todos os envolvidos e agradeço-lhes o importante contributo e o estímulo que nos trazem mostrando que podemos continuar a acreditar no empenho do ser humano em construir um mundo melhor.
Caros visitantes virtuais, convido-vos a aderir a esta semente de esperança e a contribuir para a fazer crescer, por exemplo, através do desenvolvimento da literacia no apoio educativo aos vossos filhos ou outros familiares, amigos e gente necessidada de combater a iliteracia na vossa comunidade envolvente ou mais distante, através de igrejas, centros de apoio social, etc.
Um abraço,
CC