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06/07/2011

Descoberta no fundo do majestoso Oceano Pacífico



O Professor Yasuhiro Kato e a sua equipa do Departamento de Inovação de Sistemas da Escola de Engenharia da Universidade de Tóquio estão de parabéns. Fizeram uma recente descoberta científica no fundo do Oceano Pacífico: encontraram nas suas profundezas um maciço de terras-raras que, extraídas com os devidos cuidados para não danificar a natureza (o que também estudaram e apresentam no seu comunicado científico), permitem a sua utilização em veículos eléctricos, placas de computadores, MP3, etc.
A descoberta é fabulosa não apenas pela abertura que permite à mais alargada construção de viaturas movidas a energia verde, como desde logo os cientistas não apenas se preocuparam em identificar novas reservas naturais para a utilização em tecnologia de ponta como investigaram em simultâneo como utilizá-las sem provocar danos ecológicos.
O Oceano Pacífico, sendo a massa marítima maior e mais profunda do globo encerra em si ainda muitas maravilhas por desvendar. Com uma extensão de 180 milhões de km2, cobre quase um terço da superfície do nosso planeta e maravilha-nos com o seu majestoso azul de uma imensidão que nos parece quase infinita.
O Japão que sofreu duas bombas nucleares e um recente sismo dá uma grande lição à humanidade: mesmo nos escombros e destroços da vida há razões para continuar a trabalhar afincadamente e com olhos postos no futuro da humanidade.
Ousem mergular o olhar na beleza contagiosa do Pacífico e aprender com os japoneses, não vivendo apenas para o trabalho, mas a viver o trabalho como uma entrega profissional rigorosa e de elevada qualidade seja o que for que temos a oportunidade de fazer em cada momento.
Convido os nossos governantes e chefias da administração pública e das empresas públicas e privadas a criarem no nosso país um ambiente convidativo e estimulante da criatividade, da inovação, do rigor e da qualidade... começando pelos próprios naturalmente.
É um grande desafio, mas não só é possível como necessário, e os portugueses e Portugal merecem.
Um abraço virtual,
CC