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03/08/2017

O poder das palavras e da ação como fonte de nova vida e de esperança


Caro(a) visitante virtual,

Escrevo-vos hoje sobre um livro de que terminei hoje a leitura e que considero muito positivo e útil para o meu autoconhecimento e para conduzir a minha vida nos seus vários planos com a dimensão de plenitude que considero que dá sentido à minha existência, na minha perspetiva, à do ser humano como ser vivo por excelência dotado de inteligência, criatividade, sensibilidade e capacidade de produzir valores éticos, religiosos, culturais, sociais e individuais.
Dos muitos livros que tenho lido desta natureza, uma vez que é um tema que me apaixona, o do autoconhecimento e do conhecimento do ser humano na sua individualidade e como ser social, recomendo "O poder da ação" do Professor Paulo Vieira, criados do método CIS (Coaching Integral Sistémico), presidente e chanceler da Florida Christian University nos Estados Unidos. 
Este professor para além de um reputado investigador e académico esteve desempregado, quase na falência, a braços com um divórcio e tudo parecia dar resultados errados na sua vida. Chegou à conclusão que assim era e dedicou-se a fundo a ver o que estava a fazer que conduzia a sua vida para resultados que não queria e o faziam infeliz. 
Muito pesquisou, muita gente ouviu e produziu um método de mudança da sua própria vida que resultou numa alteração profunda dos seus esquemas mentais, emocionais e de ação que lhe permitiram construir a vida com que sonhou nos vários planos. Atualmente continua a investigar, leccionar a fazer coaching, a escrever e realizar palestras sobre o assunto tendo modificado muitas vidas de gente desesperada ou simplesmente acomodada que o tem procurado ou lido.
Muito do que diz me faz sentido, sobretudo as perguntas que ensina a colocar sobre nós próprios nos vários planos da nossa vida. Como ele bem diz, se colocamos as perguntas erradas, não podemos ter as respostas de que precisamos. Então, porque não aprender com um método já investigado e testado com bons resultados? Foi o desafio que aceitei a partir da leitura deste livro. Resultados, como é lógico ainda não puderam aparecer se o acabei de ler só hoje, mas certo é que a leitura me fez muito sentido e me conheci melhor a mim própria, ao que quero e também ao que não quero, ao que estou disposta a dar aos outros (que eu já sabia), mas também o que não estou disposta a aceitar dos outros, sobretudo se for reiterado ( o que eu desconhecia de mim, entre várias outras descobertas interessantes, edificantes e motivadoras).
Sempre soube de mim que muito valorizava e valorizo os afetos dados e recebidos, os grandes e os pequenos afetos, as manifestações de amor, de amizade, de respeito e de consideração. E, descobri que não há nada de errado com isso, bem pelo contrário, é exatamente esse o registo das relações sociais saudáveis, sejam elas românticas, familiares, de amizade ou profissionais. Em qualquer dos planos, pode nem sempre haver aplauso ou nem sempre haver reconhecimento explícito, mas também em qualquer dos planos não deve haver palavras nem atos violentos, agressivos, ultrajantes, humilhantes ou reiteradamente indiferentes. Quando estes últimos sucedem, para além de magoar o outro, colidem com o sentimento de pertença e de conforto interior e social de que todo o ser humano necessita. 
Cada um de nós sabe exatamente quando age assim para com os outros e quando os outros, quem quando se se é reiterado, reagem assim connosco. Em qualquer destes dos processos, num em que somos agentes e no outro em que somos destinatários, o que importa não é nem procurar culpabilizações próprias ou de terceiros nem vitimizações ou auovitimizações. Há simplesmente que agir, como nos diz Paulo Videira neste precioso livro, todos temos o poder da ação, resta-nos decidir se estamos dispostos a empreendê-la. 
Se o seu comportamento, caro leitor virtual é agressivo em geral ou agressivo apenas em alguns planos ou com algumas pessoas será útil que se pergunte porquê e que depois dê os passos necessários. Não tenho dúvida que se tornará numa pessoa melhor, mais bem aceite por si próprio e pelos outros e mais feliz pois a essência do ser humano é gregária e, na minha perspetiva respeitando quem tem perspetivas diferentes, é também um ser por natureza espiritual, podendo ter ou não religião assumida ou mesmo assumindo-se ateu.
Se o seu comportamento, caro leitor virtual é indiferente ou inexpressivo nas suas emoções em geral, apenas em alguns planos ou com algumas pessoas será também útil que se pergunte porquê e que depois dê os passos necessários, também neste caso não tenho dúvida que se tornará numa pessoa melhor, mais bem aceite por si próprio e pelos outros e mais feliz pois a essência do ser humano é também o amor e o afeto e a dimensão emocional do ser humano é poderosa para curar dores, tristezas e tanta coisa pela qual a medicina por mais avançada que esteja ou venha a estar não conseguirá, na minha perspetiva, alcançar pois tem a ver com algo irrepetível e único que é cada um de nós, e aí só o amor chega, a amizade e dedicação genuínas chegam.
Se o seu comportamento, caro leitor virtual é passivo em geral, apenas em alguns planos ou com algumas pessoas,  se é (na generalidade ou nalguns planos ou por algumas pessoas) agredido física ou verbalmente, domesticamente vitimizado, sexualmente abusado, desprezado, humilhado, reiteradamente rebaixado ou desvalorizado ou mesmo se é pura e simplesmente sistematicamente ignorado, também nestes casos não tenho dúvida que será muito útil que se pergunte porquê e que depois dê os passos necessários. Nestes casos, creio que será muito útil recorrer a ajuda para o (a) ajudar a libertar-se destas situações (Basta uma delas) indignificantes, martirizadoras e destruidoras. Acredite, caro (a) visitante virtual, por mais que diga o contrário a si próprio (própria) ninguém merece ser tratado desse modo. Todo o ser humano merece, independentemente da sua idade, género, raça, etnia, nacionalidade, religião, cultura ou condição económica ou social ser tratado com respeito, dignidade e apreço. Sim, apreço. Sejamos quem formos, todos temos algo de bom e algo de mau. Cabe a cada um de nós o seu processo de se automelhorar e de se libertar de condições indignificantes. A internet está felizmente hoje muito disponível com linhas de email e telefónicas para apoio a todo o tipo de vítimas. Se não souber procurar basta ligar para autoridades policiais ou para a APAV (Associação de Apoio à Vítima), encontrará facilmente os contactos na internet, eu não os coloco aqui porque dependem do país ou região em que está a ler este post e o anonimato e confidencialidade do seu contacto é totalmente garantido. Do outro lodo haverá uma voz verdadeiramente disponível para ajudar e encaminhar para outras ajudas mais especializadas, se for o caso. Mesmo sem custos económicos para quem não pode pagar. São atos nobres de voluntariado que muitas vidas têm ajudado. Nada há de vergonhoso ou humilhante em pedir ajuda. Fará mal a si próprio e muito provavelmente a filhos ou dependentes seus se permanecer sozinho em situações humilhantes e que ferem a nossa autoestima constantemente ou mesmo que violentam e abusam da pessoa humana, seja ela você ou não. Se hoje é você, como sucede com frequência isso pode também já suceder ou vir a suceder aos seus filhos, pelo mesmo agressor ou outro qualquer porque estão a assimilar um modelo comportamental de agressor-vítima. Seja corajoso (corajosa) se precisar de pedir ajuda, faça-o, com a ação, um simples passo como este pode mudar a sua vida e quem sabe, também a dos seus filhos? Basta estender a mão para um telefone escrever um email ou falar com alguém da sua confiança que apoie neste pedido de ajuda.
Em qualquer dos casos, caro(a) visitante virtual, como nos diz o autor deste livro "Faça a sua vida ideal sair do papel". A mim deu-me esperança esta revigorante forma de ver a vida. Gosto de ser atora e encenadora da minha própria vida e gosto de saber como melhor viver e aprender com os outros atores que lá coloco bem como com aqueles que os meus percursos de vida vão colocando. Todos fazem sentido, todos me enriquecem porque com eles tenho sempre algo a aprender sobre eles, sobre o ser humano, sobre a vida, e, sobretudo, sobre mim própria.

Um abraço virtual,

C.C.


30/03/2017

A esperança que resulta do sentido da vida


Caro visitante virtual,
 
Escrevo hoje sobre uma questão tão antiga como a Humanidade: qual o sentido da vida?
Desde que o ser humano surgiu sobre a terra e começou a ultrapassar as suas necessidades básicas de subsistência e sobrevivência que se tem colocado essa interrogação existencial fundamentadora da sua forma de estar na vida.
Os filósofos desde a antiguidade até aos contemporâneos têm encontrado múltiplas respostas, todas elas tendo em comum o centrar-se no que é fundamental para a razão da existência do ser humano. São verdades inspiradoras expressas de forma intemporal e que, no entanto, nunca serão o bastante para responder a esta questão pois o homem continuar-se-á a colocar esta interrogação.
Cada um de nós, em algum ou vários  momentos da nossa vida, precisa de fazer sua esta questão e de lhe dar uma resposta personalizada.
Eu considero que a busca do sentido da vida é algo de intrínseco ao ser humano e também algo que vai amadurecendo connosco ao longo da vida, talvez porque o sentido da vida seja algo tão simples como vivê-la em cada dia de forma consciente e moldando-a de acordo com os nossos valores sociais, culturais e religiosos, para quem os tem.
Para uns, o sentido da vida é o bem-estar e o conforto enquanto estamos nesta vida terrena, nada crendo haver para além dela, para outros, o sentido da vida é a nossa felicidade e a dos outros numa irmandade cósmica que envolve o ser humano e todos os seres vivos que o rodeiam, projetando-se ainda na eternidade. Esta última resposta é, no meu entender, comum a todas as religiões embora cada uma delas apresente esta dimensão solidária, integrante e espiritual de forma diferente, e é nesta que me situo.
 
 
A resposta que em cada momento dermos à questão do sentido da vida orienta os caminhos que vamos seguindo ao longo da mesma, sendo certo que, como dizem muitas linhas filosóficas, o passado é irrepetível, ou como dizia já Heráclito na antiguidade "Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio", pois de facto, o rio corre e em cada segundo as suas águas já serão diferentes.
Também no meu entender, quando fazemos opções na vida que não estão em consonância com o sentido que entendemos que é o da nossa vida nos sentimos desconfortáveis, em desequilíbrio e angustiados. Por outro lado, caminharmos na linha daquilo em que acreditamos que é importante para a nossa existência faz-nos sentir serenos, seguros, tranquilos e bem connosco próprios, mesmo quando os dias nem sempre são radiosos.
 
 
Há momentos na vida em que a caminhada é pouco decidida e se torna difícil descobrir o rumo certo para cada um de nós, mas creio que se pararmos e procurarmos escutar a nossa voz interior, mesmo tendo andado em círculos ou tomado desvios, voltaremos à nossa rota, à rota que elegemos para nós próprios e que ninguém pode traçar por nós. Os pais traçam a sua rota e os filhos caminham na mesma até o seu crescimento lhes ditar que é tempo de decidir sobre o seu próprio rumo.
Decidir qual o nosso caminho e sermos responsáveis pelos passos que damos é um sinal de maturidade.
Ninguém pode ser responsabilizado pelas nossas passadas a não ser nós próprios e, quem nos ama, família e amigos, estará ao nosso lado para celebrar os passos que traçam sorrisos no nosso destino e no daqueles que connosco se cruzam e para nos enxugar as lágrimas ou mesmo pegar ao colo quando as sombras cobrem o nosso perfil existencial.
O meu diagnóstico para saber se estou no caminho orientado pelo sentido da minha vida é a serenidade e, sempre que a vida o permite, ter vontade de sorrir, sorrir por fora e por dentro, e um grande sentido de gratidão e hino à vida nas suas coisas e momentos simples.
Desde cedo que me lembro de apreciar e valorizar a vida, as pessoas com quem nela me cruzo, a natureza, as várias formas de expressão artística do ser humano e cada um dos pequenos momentos com a beleza que lhes é própria. Gosto muito desse sentimento e sinto-me grata por ele porque sei que a minha vida seria bem diferente se assim não fosse  e eu seria também outra pessoa e não o que sou, por isso o sentido da minha vida caracteriza também a minha identidade.
Gosto muito de festejar, de celebrar, de datas comemorativas e de tudo quanto possa ser usado para um gesto em relação a mim própria e aos que amo, família e amigos.
E também por isso gosto de, em momentos que nada têm de comemorativo, torná-los especiais com palavras ou gestos de amor, amizade e ternura. São essas as pérolas que constituem o meu tesouro e que me fazem sorrir quando acontecem e também quando as recordo. São essas pérolas que quero em cada dia continuar a acrescentar à minha existência para a enriquecer e valorizar.
Termino com um magnífico poema sobre "A vida" de Madre Teresa de Calcutá que acho de uma enorme sabedoria e sensibilidade, usufrua dele caro visitante virtual e, se ainda não encontrou o sentido da sua vida procure-o e valerá a pena.
 
 
Coleccionar sorrisos e ternura é mágico e uma poderosa energia positiva que nos envolve e fortalece. Descubra hoje a quem quer sorrir e quem quer fazer sorrir. Não deixe por dizer nenhuma palavra amável nem por fazer nenhuma carícia.
Uma boa caminhada e até á próxima visita