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02/10/2011

Para além do arco-íris... a música e a magia pairam



Caros visitantes virtuais,

Ontem celebrou-se o dia mundial da música, mas não é dessa celebração que vos quero falar.
Quero falar-vos de música e arco-íris.
Quero falar-vos de música e canções de embalar.
Nos tempos que correm todos temos receios e nuvens a pairar no horizonte, sobre nós, sobre familiares, sobre amigos, sobre conhecidos ou sobre desconhecidos com quem nos identificamos e por isso nos sentimos fragilizados. Os direitos sociais que tanto custaram a ser reconhecidos nos séculos passados são agora postos em causa pelo contexto económico e têm que ser relembrados para não ser perdidos.
Assim, são tempos de dificuldades, mas também tempos em que temos que encontrar dentro de nós as forças anímicas necessárias para continuar a olhar em frente e acreditar que vale a pena lutar pelo que torna o ser humano digno em cada dia.
Vamos então regressar ao sorriso encorajante dos nossos pais, dar corda à bailarina da caixinha de música que nos embalava. Ela continua a existir dentro de nós e junta-se com a voz doce e serena da mãe, do pai, da tia, da avó, ou do avô a contar histórias com paciência infinita ou a recitar preces que nos fazem sentir protegidos de todas as calamidades. O nosso porto seguro.






O horizonte é infinito. Vivemos num país de sol e um mar azul que nos lava a alma e as suas feridas. Assim nos deixemos embalar pela sua beleza.
Nunca me esqueço de ter lido "Le silence de la mer" de Vercors. Uma pérola da literatura francesa que fala da França ocupada pelos Alemães e de como uma Francesa e um Alemão podem desenvolver uma amor tão profundo em circunstâncias tão adversas. Opressor e oprimida, que afinal não são nada nisso, mas duas pessoas sensíveis apanhadas num enredo de guerra que os ultrapassa, mas cujo amor tudo vence porque a sua força é silenciosa como as vagas mais profundas do mar e poderosa como a majestade do mar.
A música sempre ajudou os homens a elevar o seu ânimo e o seu espírito ao longo dos séculos. Encorajou-os a suportar adversidades quando cantavam sendo escravos nos campos de algodão, cativos remando nas galeras ou se sublevavam e atingiam a independência.
Senhores e escravos cantavam canções.
Reis e povo compunham músicas e escreviam letras.
A música é de todos e invade o ser humano porque lhe é intrínseca.






Quantas vezes a música não embalou cada um de nós nos mais difícieis momentos ou não os encheu de maior encanto ainda nos momentos mais belos?
A música é uma força da natureza, da nossa natureza.
É uma criação artística seja qual for o seu género ou estilo.
Toca-nos e arrebata-nos ou toca-nos e tranquiliza-nos, comove-nos ou alegra-nos, mas não nos deixa indiferentes. E o risco dos dias que corremos é a indiferença, como traço de desilusão ou vontade de desistir de lutar diante das adversidades.
Nada disso, caros visitantes virtuais. Vamos em frente, com um sorriso no rosto porque temos connosco a força interior da música, sempre. E com ela de todos os que a compuseram, escreveram a letra, interpretaram, gravaram, nos ofereceram o disco ou CD, dançaram connosco ou cantaram connosco, estão ao nosso lado a ouvi-la ou já estiveram e permanecem na nossa memória e nos dão força ainda hoje por terem existido.
Deixo-vos com a mágica letra do «Feiticeiro do Oz» que nos transporta para lá do arco-íris:




"Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream really do come true

Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
A way above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
Birds fly over the rainbow
Why then oh why can't I?

If happy little blue birds fly beyond the rainbow
Why oh why can't I? "


Why can't I? Why can't we?
Of course we can.

Que melhor esperança podemos ter que a música e o arco-íris, o poder do nosso interior e da força que nos vem de todo o amor que sentimos no passado e continuamos a sentir, toda a amizade e todo o enternecimento, toda a paixão e todo o encanto... a VIDA.

Boa semana, caro visitante virtual,

CC